ANÁLISE DA QUALIDADE DA COBERTURA JORNALÍSTICA DOS JORNAIS ONLINE A CRÍTICA (AM), O LIBERAL (PA) E DIÁRIO DA AMAZÔNIA (AC) SOBRE OS OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL (ODS)

Este estudo analisa a cobertura jornalística dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) nos jornais on-line A Crítica (AM), O Liberal (PA) e Diário da Amazônia (AC), no período de 2023 a 2024. A pesquisa considera o papel do jornalismo na mediação do conhecimento científico e ambiental em um contexto de crise socioambiental. Com base nos pressupostos do jornalismo e em seus subgêneros científico e ambiental,busca-se verificar se a imprensa regional tem contribuído para informar, contextualizar e inserir os temas relacionados aos 17 ODS na agenda pública. A investigação adota abordagem quali-quantitativa, com aplicação da análise de conteúdo, conforme Bardin (2010) e Santos (1997). Espera-se que os resultados permitam avaliar a qualidade da cobertura jornalística sobre sustentabilidade na Amazônia e contribuam para o aprimoramento das práticas jornalísticas relacionadas aos ODS.

ANÁLISE DA QUALIDADE DA COBERTURA JORNALÍSTICA DOS JORNAIS ONLIONE A GAZETA DE RONDÔNIA (RO) E TRIBUNA DO TOCANTINS (TO) SOBRE OS OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL (ODS)

O presente estudo tem como objetivo principal analisar a qualidade da cobertura jornalística sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) na Região Norte. Os jornais selecionados para investigação foram A Gazeta de Rondônia (RO) e Tribuna do Tocantins (TO) e procuramos limitar o período de análise entre os anos de 2023 e 2024. Para o suporte de respostas, buscamos utilizar aportes teóricos da Comunicação, Jornalismo e Sociologia, bem como ferramentas metodológicas para auxiliar nas pesquisas para observar se as matérias, reportagens ou notícias de ambos jornais online possuem menções diretas ou indiretas aos ODS. O ponto de partida constitui-se em saber se a imprensa consegue informar eficientemente seu público acerca dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e suas propostas para melhoria na qualidade de vida, saúde e redução de desigualdades, e o papel da mídia no esforço regional e global de conciliar progresso, meio ambiente e sociedade.

INFODEMIA E PERCEPÇÃO SOCIAL DE DOENÇAS: COMO A DESINFORMAÇÃO MOLDA O ENTENDIMENTO PÚBLICO SOBRE SAÚDE

Este trabalho analisa o impacto da desinformação na percepção social de doenças no ambiente digital. Fundamentado nos conceitos de “poder simbólico” (Thompson) e “aldeia global” (McLuhan), o estudo investiga como o excesso de informações e a desordem informacional moldam entendimentos públicos e reforçam estigmas históricos. Foi realizada uma revisão de literatura e análise empírica de postagens na rede social X (antigo Twitter), entre janeiro e março de 2026, utilizando termos como “hanseníase”, “lepra”, “HIV” e “Aids” na busca. Os resultados revelam a persistência de termos pejorativos, o uso de patologias como instrumento de ataque moral e político, e a disseminação de curas milagrosas sem base científica. Conclui-se que a desinformação prejudica o diagnóstico precoce e a adesão ao tratamento, evidenciando a urgência de estratégias de letramento científico e de comunicação pública que fortaleçam a confiança nas autoridades sanitárias e no SUS.

REPRESENTAÇÃO DE GÊNERO NA MÍDIA: ANÁLISE DE MANUAIS DE JORNALISMO HUMANIZADO EM RELAÇÃO A DADOS DO GMMP 2025

Este trabalho analisa como manuais e guias de jornalismo produzidos pelo Think Olga e pelo Instituto Patrícia Galvão propõem reorganizar a cobertura midiática de violência de gênero, em diálogo com os dados do Global Media Monitoring Project 2025. A pesquisa, baseada na análise de conteúdo, examina materiais selecionados das duas organizações, identificando categorias temáticas relacionadas ao uso de nomenclaturas, protagonismo narrativo, linguagem, imagens e enquadramentos. O estudo se propõe a identificar como esse material contribui para uma representação feminina mais ética e humanizada na mídia.

JORNALISMO HIPERPARTIDÁRIO E A CONSTRUÇÃO DE NARRATIVAS DESINFORMATIVAS NAS MÍDIAS SOCIAIS: O CASO DA REVISTA OESTE

O artigo analisa como a Revista Oeste produz conteúdos que constroem narrativas desinformativas no Twitter/X. Para isso, foi realizada uma análise temática (Braun; Clarke, 2019) de 27 publicações do veículo divulgadas no Twitter/X relacionadas à Vaza Toga, uma série de denúncias sobre uma “força-secreta” do Supremo Tribunal Federal (STF) para perseguir conservadores. O artigo identificou que o veículo emprega uma estratégia populista (Laclau, 2005), utilizando-se de desinformações que reforçam as identidades políticas da audiência para antagonizar o Judiciário. Como consequência, a revista contribui para o enfraquecimento das instituições e para a crise da verdade.

FOTOGRAFIA COMO REGISTRO CULTURAL: RELATO DE EXPERIÊNCIA DA COBERTURA FOTOGRÁFICA DA FESTA DO PEQUI EM GOIÂNIA (GO)

Este trabalho apresenta um relato de experiência realizado através de registros fotográficos da exposição Festa do Pequi, realizada na cidade de Goiânia, Goiás. A atividade consistiu na observação do ambiente do evento e realização de fotografias que buscassem ressaltar a diversidade de aplicações do fruto típico do Cerrado, além de evidenciar sua presença na cultura regional. A produção fotográfica permitiu que os alunos refletissem sobre o potencial da fotografia no registro e documentação, trazendo a importância da valorização de manifestações culturais.

TRAVESSIA: UMA EXPERIÊNCIA INTERDISCIPLINAR E MULTICULTURAL ENTRE O CERRADO E A CAATINGA

O presente relato de experiência se resulta do envolvimento das estudantes na Expedição Travessia, que contou com estudantes e pesquisadores da UEG, IFG e UFG, em campos interdisciplinares do saber, mas que compartilham a preocupação com a agroecologia, crise climática e preservação de saberes tradicionais. Ao longo da experiência, o grupo pode aprofundar seu conhecimento acerca do Cerrado e Caatinga, enquanto biomas, mas também locais de florescimento das relações e identidades. Assim, por meio de visitas ao Parque Nacional da Serra da Capivara, à Comunidade Fecho de Pasto Brejo Verde e à Cobertura do 3° Festival Internacional de Cinema Agroecológico, as estudantes puderam explorar o papel da comunicação, enquanto ponte de articulação de saberes – experiência descrita neste relato.

DE QUEM É A VOZ DO BRASIL? UM OLHAR SOBRE O PAPEL DAS COMUNICADORAS NEGRAS NAS PRODUÇÕES MIDIÁTICAS A PARTIR DO MAPA DA MÍDIA NEGRA BRASILEIRA (MMNB)

Este trabalho investiga o papel das mulheres negras na liderança e construção de narrativas na mídia negra brasileira, com foco no enfrentamento ao racismo estrutural e sexismo. A pesquisa realiza um estudo exploratório a partir dos dados da versão piloto do Mapa da Mídia Negra Brasileira (MMNB), desenvolvida como resultado do Projeto Cartas para o Amanhã, da Faculdade de Comunicação (FAC) da Universidade de Brasília (UnB), fundamentando-se nas epistemologias do feminismo negro e no conceito de Amefricanidade. Metodologicamente, o trabalho utilizou levantamento bibliográfico e análise de conteúdo temática de 88 iniciativas de comunicação mapeadas. Os resultados quantitativos demonstram um expressivo protagonismo feminino: 39,5% das iniciativas foram fundadas exclusivamente por mulheres negras, superando as fundadas por homens (cerca de 25%). Ao considerar co-fundações, o total de iniciativas com participação ativa de mulheres atinge 48,9% do mapeamento. Geograficamente, observou-se uma concentração no Sudeste (59%) e Nordeste (25%), com destaque para a Bahia. O trabalho revela que essas comunicadoras reconfiguram o campo midiático e como elas adotam modelos de gestão horizontais e narrativas de reparação para transcender a lógica racista e sexista da grande mídia, atuando como produtoras de saber e resistência simbólica. Concluindo então que mulheres negras são os principais agentes de transformação e as vozes centrais da comunicação antirracista contemporânea no Brasil.

JORNALISMO SOCIOAMBIENTAL DE REVISTA: DIÁLOGOS ESTRATÉGICOS PARA A AÇÃO CLIMÁTICA

Diante da marca histórica de 1,5ºC de aquecimento global, a crise climática exige que o jornalismo construa novos sentidos coletivos para a proteção da vida. A pesquisa investiga como as especificidades do jornalismo de revista podem qualificar o campo do jornalismo socioambiental para fomentar a ação climática crítica. O objetivo é identificar características do formato revista que ampliem o interesse público e aprofundem o debate ambiental na sociedade. Adota-se a abordagem qualitativa exploratória, utilizando levantamento bibliográfico para compreender os conceitos/fenômenos estudados. Os resultados indicam que a periodicidade alongada e o projeto gráfico das revistas facilitam a tradução de temas complexos e a criação de comunidades engajadas. A pesquisa oferece contribuição teórica ao unir estudos de revista e ecologia, sugerindo aplicações práticas para políticas de comunicação e mobilização social urgente.

A REPRESENTAÇÃO DO FEMINICÍDIO NOS VEÍCULOS DIGITAIS CORREIO BRAZILIENSE E METRÓPOLES

O artigo analisa como os perpetradores de feminicídio são representados em matérias jornalísticas publicadas pelos veículos digitais Correio Braziliense e Metrópoles. Utilizou-se a metodologia da semana construída para selecionar uma amostra representativa da rotina de produção jornalística, e aplicou-se a análise qualitativa de conteúdo para identificar padrões, estratégias discursivas e enquadramentos narrativos relacionados aos agressores. Os resultados revelam que os meios de comunicação, ao humanizarem, justificarem ou despersonalizarem os perpetradores, podem, por um lado, contribuir para a reprodução de normas patriarcais e, por outro, assumir uma postura crítica no enfrentamento da violência de gênero.