O PAPEL DO JORNALISMO AMBIENTAL NO MONITORAMENTO DE QUEIMADAS NA REGIÃO ENTRE CERRADO E AMAZÔNIA
Este trabalho analisa o papel do jornalismo ambiental no monitoramento das queimadas na
região entre o Cerrado e a Amazônia, com foco no estado do Tocantins. Destaca-se a
importância da comunicação na conscientização e na mobilização social frente às crises
ambientais. O jornalismo atua como elo entre os dados técnicos e o público, promovendo a
formação cidadã e o engajamento em práticas sustentáveis. Ao abordar dados, causas,
efeitos e políticas públicas relacionadas aos incêndios florestais, o jornalismo ambiental
desempenha uma função educativa e fiscalizadora, capaz de estimular transformações
sociais. A expansão da cobertura, a especialização profissional e o acesso a dados
qualificados são essenciais para o fortalecimento dessa prática jornalística.
O ENSINO DO JORNALISMO CIENTÍFICO NAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS BRASILEIRAS: PROJETOS PEDAGÓGICOS E DESAFIOS PARA A FORMAÇÃO PROFISSIONAL
O BRANDED CONTENT COMO MODELO DE NEGÓCIOS NO JORNALISMO DIGITAL
JORNALISMO CULTURAL COMO RESGATE DA MEMÓRIA VIVA DA COBERTURA DO XXV ENCONTRO DE CULTURAS TRADICIONAIS DA CHAPADA DOS VEADEIROS
O presente relato de experiência tem como objetivo debater qual é o papel do jornalismo
na cobertura de eventos culturais como o XXV Encontro de Culturas Tradicionais da
Chapada dos Veadeiros, que é um dos eventos que desde 2001, na Vila de São Jorge (Alto
Paraíso – GO) recebe, por uma semana, povos indígenas, mestres, brincantes, catireiros,
violeiros e artistas populares. Neste Encontro ocorreram espetáculos que unem música,
dança e fé popular. A celebração dos 25 anos do evento contou com uma agenda corrida
de produção de notícias que buscam traduzir a essência de diferentes representantes de
diversas tradições das culturas populares do Brasil, de modo que o público-alvo,
moradores e visitantes, pudessem se conectar com o patrimônio cultural imaterial
produzido nos interiores do país, mas concentrado no Território do Cerrado, o berço das
águas do Brasil.
FALO PORQUE EXISTO VOZES NEGRAS PARA ALEM DA DOR
O presente trabalho apresenta o podcast “Falo Porque Existo – vozes negras para além da
dor”, um produto jornalístico que tem como proposta amplificar vozes negras, resgatando
trajetórias de resistência, conquistas e afirmação, para além da ótica do sofrimento. A
produção é composta por três episódios, o primeiro traz uma introdução ao tema e explica
sua concepção, os outros dois contam histórias de mulheres negras do Tocantins, cujas
vivências refletem processos de superação e ocupação de espaços de poder e protagonismo.
O projeto se ancora na oralidade como ferramenta de preservação da memória, na construção
de narrativas contra-hegemônicas e na valorização da representatividade negra. A metodologia envolveu etapas de planejamento editorial, gravação em estúdio, edição de
áudio, desenvolvimento da identidade visual e produção da vinheta sonora. O podcast se
estabelece como um espaço de fortalecimento das vozes negras e de disputa simbólica no
campo da comunicação.
DESAFIOS E ESPERANÇAS: JORNALISMO AMBIENTAL E A PRÁTICA NA MÍDIA TOCANTINENSE
O artigo propõe uma análise diagnóstica do jornalismo de temas ambientais no Tocantins,
na Amazônia Legal, diferenciando o Jornalismo Ambiental (ideal, crítico e educativo) da
mera Cobertura de Meio Ambiente (factual e descritiva). A pesquisa avalia a qualidade
da cobertura nos principais veículos locais, baseada na literatura e nos critérios de
Contextualização, Sensibilização, Precisão e Pluralidade (Bueno, 2007). O diagnóstico
revela que a prática no Tocantins se limita majoritariamente à notificação do evento e das
ações das autoridades, falhando no aprofundamento das causas e na função educativa.
Especialistas corroboram essa fragilidade, apontando o forte lobby político do
agronegócio como fator inibidor da coragem editorial. Conclui-se que superar esse
estágio factual exige da mídia regional investimento em especialização e postura corajosa
para politizar o debate e promover o engajamento socioambiental.
CULTURA VISUAL CONTEMPORÂNEA: ANÁLISE DO DISCO AMAZÔNIA DO QUINTETO VIOLADO
Este relato de experiência analisa a relação entre estética, comunicação e cultura visual,
tendo como estudo de caso o álbum Amazônia, lançado em 1980 pelo grupo Quinteto
Violado. A investigação busca compreender de que forma a imagem da capa do disco,
aliada ao conteúdo musical, constrói sentidos culturais e ambientais, dialogando com os
debates da época e permanecendo atual na era digital. O estudo adota uma abordagem
teórico-crítica, apoiada em autores como Walter Benjamin, Marshall McLuhan, Lúcia
Santaella e Luiz Beltrão, além de uma análise semiótica e contextual do projeto gráfico
do disco. Destaca-se, ainda, o conceito de folkcomunicação, que ajuda a interpretar o
papel do Quinteto Violado como mediador entre tradição popular e indústria cultural.
CASA DE CULTURA DA UNIRG-TO: PALCO DE PROJETOS E VIVÊNCIAS
Este trabalho tem como objetivo analisar as formas de expressões culturais desenvolvidas
por meio da Pró-Reitoria de Extensão, Cultura e Assistência Estudantil (PROECAE), da
Universidade de Gurupi (UnirG). A metodologia da pesquisa utilizada é qualitativa e
descritiva, onde serão avaliados os espaços e atividades desenvolvidas pela Casa de
Cultura. Inaugurada em 18 de julho de 2003, a Casa de Cultura é um departamento de
extensão mantida pela instituição. Atualmente, são ofertadas oficinas artísticas de balé,
artes plásticas, jazz dance, violão, teatro, orquestra de cordas, piano e teclado.
CAMINHOS ALTERNATIVOS VIA PODCAST: PERFIL E ATUAÇÃO DE JORNALISTAS/RADIALISTAS/PODCASTERS NEGRAS E INDÍGENAS DAS REGIÕES CENTRO-OESTE E NORTE
A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL BATE ÀS PORTAS DAS REDAÇÕES JORNALÍSTICAS E ASSESSORIAS DE IMPRENSA EM GOIÂNIA: DESAFIOS ÉTICOS, PRODUTIVIDADE E PRECARIZAÇÃO
Este trabalho analisa os impactos da inteligência artificial (IA) nas rotinas produtivas de
jornalistas e assessores de imprensa em Goiânia (GO), com foco em desafios éticos,
produtividade e precarização do trabalho. A pesquisa, de caráter qualitativo e
exploratório, foi desenvolvida com base em entrevistas semiestruturadas com quatro
profissionais da área – dois atuantes em redações e dois em assessorias de imprensa. Os
resultados revelam que, embora o uso de ferramentas como ChatGPT e Gemini AI esteja
amplamente disseminado, ainda não há diretrizes éticas ou normativas que orientem sua
aplicação. A IA é percebida como instrumento de apoio, mas também como fator de risco
à credibilidade e à qualidade do Jornalismo. Conclui-se que a tecnologia amplia a
agilidade e a eficiência, mas demanda supervisão humana crítica e responsável para não
comprometer o valor informativo e a função social do jornalismo.