DOCUMENTÁRIO: origem e influências no jornalismo

? Este trabalho pretende buscar similaridades e diferenças para
provocar a discussão, mas não tem a pretensão de responder definitivamente esta questão.
Serão apresentadas as definições de documentário a partir de obras de Fernão Ramos, Bill
Nichols e o fazer jornalístico de Júlio Bezerra.

ATAQUE AOS CÃES DE GUARDA: Agressão a jornalistas como controle da comunicação em um período pandêmico

A partir da metodologia de Estudo de Caso (YIN, 2001), o presente artigo pretende
refletir sobre o cenário de ataque a jornalistas brasileiros. Tendo como base o relatório de
violência produzido pela Federação Nacional dos Jornalistas – Fenaj, a pesquisa focaliza
dois casos de agressões ocorridos durante o período mais crítico da pandemia de Covid19, no ano de 2021: a expulsão do repórter Pedro Duran (CNN) de um ato realizado por
apoiadores do presidente Jair Bolsonaro no Rio de Janeiro, e o ataque ao correspondente
Leonardo Monteiro (Rede Globo), durante a cobertura da cúpula do G20 em Roma. O
trabalho tensiona a crise da democracia com as teorias do jornalismo e traz entrevistas
semiestruturadas com os respectivos profissionais agredidos, a fim de perceber se eles
associam os ataques vividos ao atual cenário político brasileiro.

Luana Silva Borges, ANGELITA PEREIRA DE LIMA

Em A sangue frio, romance-reportagem de Truman Capote, publicado pela
primeira vez no ano de 1965, o autor investiga o assassinato de uma família estadunidense
no pacato município de Holcomb, no estado do Kansas, no final da década de 1950.
Capote leva os seus leitores à perdição dos protagonistas Perry e Dick; eles eram frios
assassinos, mataram banalmente quatro pessoas, seres que nada tinham feito contra eles,
que apenas viviam com as lidas diárias em galpões de fazenda, na cozinha da casa.

A NEGATIVIDADE NAS REVISTAS ELETRÔNICAS TELEVISIVAS

A investigação tem como recorte
específico a análise, sob o ponto de vista semiótico-comunicacional, das duas revistas
eletrônicas de maior audiência na TV aberta brasileira: o “Fantástico”, da Rede Globo, e
o “Domingo Espetacular”, da Record. O objetivo primário é verificar, de forma
comparativa, em que medida e com quais características estruturais e discursivas os
valores-notícia negativos aparecem nesses programas, caracterizados como
infotenimento jornalístico (gênero híbrido que aglutina informação e entretenimento), e
sua vinculação com as estruturas simbólicas mais profundas do macrossistema da cultura.

Notícias rompem com o silenciamento das fontes indígenas

Este resumo apresenta reflexões parciais da tese de doutorado “NOTÍCIAS DO
MOVIMENTO INDÍGENA BRASILEIRO: Análise de conteúdo da produção da Apib e
Coiab na pandemia da Covid-19”, defendida no Programa de Pós-Graduação em
Comunicação, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, por esta autora, em outubro
de 2022.

QUAL A FREQUÊNCIA DO CONCEITO DE DECOLONIALIDADE NA FORMAÇÃO EM JORNALISMO NOS ENCONTROS DA ENEJOR E NA REVISTA REBEJ?

Esta apresentação analisa o conjunto de 22 artigos selecionados nos anais dos últimos
cinco encontros (2018-2022) da Associação de Ensino de Jornalismo (Enejor e Rejeb)
que tratam de temas voltados para questões interculturais, decoloniais, contra
hegemônicas/de resistência e emancipação social/política. Discute a formação em
jornalismo com foco no exercício da cidadania e na emancipação social como recurso de
revitalização da função social do jornalismo no contexto das diretrizes extensionistas
(BRASIL, 2018) e curriculares (BRASIL, 2013).

Imagens produzidas em dispositivos móveis – ensino e prática do fotojornalismo contemporâneo

Este trabalho, procura assim, discutir essa velha polêmica (nascida lá atrás, quando a fotografia analógica compeçoua ser suplantada pela fotografia digital) e os consequentes desafios impostos, pela contemporaneidade, ao ensino e à prática cotidiana do fotojornalismo. Para isso, recuperamos alguns conceitos-chave relativos ao que se convencionou chamar de “bom fotojornalismo” e cujas origens estão na própria gênese do fotojornalismo, com os trabalhos de fotojornalistas como Capa e Cartier-Breson. No que se refere ao ensino do fotojornalismo, discute-se como os aparelhos e programas destinados à fotografia afetam o “gesto de fotografar”.

A gente não assiste televisão. Será mesmo?: uma reflexão sobre o ensino de telejornalismo para nativos digitais

A proposta do artigo é refletir sobre o ensino de telejornalismo para os chamados nativos digitais que em sala de aula inicialmente não se identificam como telespectadores. Em um mundo em conexão, em que a convergência parece ser pressuposto das relações cotidianas, também no ensino superior, o ensino de telejornalismo na atualidade enfrenta a necessidade de uma formação para o planejamento, produção e circulação de materialidades audiovisuais em diferentes suportes e lógicas midiáticas.

Regulamentação da Mídia e políticas de Democratização da Comunicação na América Latina: Um panorama dos países que implementaram políticas de democratização

Neste trabalho, pretendemos, por meio da combinação
entre as metodologias de Revisão bibliográfica e Pesquisa documental, mapear quais países
da América Latina passaram por um processo de Regulamentação e Democratização da
Mídia e como este operou. Também é nosso objetivo observar a atual “situação midiática”
desses países, após a execução desses processos. Para ancorar a relevância de nossa
pesquisa, precisamos entender as funções dos serviços de radiodifusão em sociedades
democráticas.