O discurso jornalístico enquanto procedimento metodológico

O artigo enfatiza as noções do papel do jornalismo enquanto ferramenta formadora e disseminadora de informações e sua funcionalidade enquanto metodologia de análise. A técnica que engloba esse viés é pautada em Foucault (2011), alinhando as noções clássicas de Análise de Discurso com uma abrangência compatível com procedimentos metodológicos no campo da pesquisa científica. Por isso, é apresentado o conceito científico de análise do discurso, assim como elencar os pontos importantes do emprego da tendência teórica de Análise Crítica de Discurso e seu emprego. Assim, com o objetivo de socializar esse processo metodológico, a concentração está em suas principais etapas, ou seja, nos procedimentos mais relevantes de como realizar uma análise do discurso no processo de pesquisa científica. Por fim, é discutida a validade e a importância dessa técnica nas pesquisas científicas, preferentemente nas que se caracterizam como qualitativas.

Levantamento anual de dados sobre pesquisa aplicada em jornalismo no brasil

Este relato de experiência apresenta os achados de um levantamento anual feito por alunos de iniciação científica do Centro Universitário Internacional Uninter sobre a produção de pesquisa aplicada em jornalismo no Brasil. A pesquisa envolveu a análise de publicações relacionadas à pesquisa aplicada em jornalismo em periódicos científicos, dissertações e teses de programas de pós-graduação, bem como nos anais de eventos científicos da área (Intercom, Compós, SBPJor, Abej, Enejor e Alcar) no período de 2010 a 2023. Os resultados encontrados alimentam a base de dados do Observatório da Pesquisa Aplicada no Brasil (OPAJor) e revelam um baixo número de trabalhos, os quais também foram classificados em diferentes tipos de pesquisa (bibliográfica, descritiva e experimental) de acordo com a fonte de publicação. Este relato de experiência apresenta os achados de um levantamento anual feito por alunos de iniciação científica do Centro Universitário Internacional Uninter sobre a produção de pesquisa aplicada em jornalismo no Brasil. A pesquisa envolveu a análise de publicações relacionadas à pesquisa aplicada em jornalismo em periódicos científicos, dissertações e teses de programas de pós-graduação, bem como nos anais de eventos científicos da área (Intercom, Compós, SBPJor, Abej, Enejor e Alcar) no período de 2010 a 2023. Os resultados encontrados alimentam a base de dados do Observatório da Pesquisa Aplicada no Brasil (OPAJor) e revelam um baixo número de trabalhos, os quais também foram classificados em diferentes tipos de pesquisa (bibliográfica, descritiva e experimental) de acordo com a fonte de publicação. Este relato de experiência apresenta os achados de um levantamento anual feito por alunos de iniciação científica do Centro Universitário Internacional Uninter sobre a produção de pesquisa aplicada em jornalismo no Brasil. A pesquisa envolveu a análise de publicações relacionadas à pesquisa aplicada em jornalismo em periódicos científicos, dissertações e teses de programas de pós-graduação, bem como nos anais de eventos científicos da área (Intercom, Compós, SBPJor, Abej, Enejor e Alcar) no período de 2010 a 2023. Os resultados encontrados alimentam a base de dados do Observatório da Pesquisa Aplicada no Brasil (OPAJor) e revelam um baixo número de trabalhos, os quais também foram classificados em diferentes tipos de pesquisa (bibliográfica, descritiva e experimental) de acordo com a fonte de publicação.

Estudos de desinformação: das agências de checagem da grande mídia às alternativas independentes de combate

O presente relato busca apresentar o percurso pela pesquisa “Credibilidade e qualificação da informação: jornalismo, personalização e oferta de notícias no Brasil”, que começou observando as estratégias de checagem da grande mídia e depois se voltou para iniciativas independentes de verificação da informação. Entre as referências trabalhadas é possível citar o manual do Intervozes (2019) e o conceito de Desordem Informacional (Derakhshan & Wardle, 2017), assim como a metodologia Análise da Materialidade do Audiovisual (Coutinho, 2016). Além do percurso de investigação, o relato entrelaça a formação e as vivências do autor e da orientadora em seu processo formativo como jornalista e cientista.

Desafios da convergência jornalística na cooperação para a checagem de conteúdos falsos sobre as eleições de 2022 pela plataforma aos fatos

Ao observar a plataforma Aos Fatos durante uma semana, entre o fim de setembro e início de outubro de 2022, período que antecedeu o primeiro turno das eleições presidenciais de 2022, fica evidente a existência de algum nível de cooperação entre as iniciativas de checagem. A partir de aspectos teóricos presentes em Garcia Avilés (2006), Jenkins (2009) e Salaverría, Avilés e Masip (2010), o presente texto busca verificar se a prática de cooperação entre distintas plataformas de checagem (inclusive ligadas a veículos concorrentes) pode ser caracterizada como uma iniciativa no escopo da convergência jornalística.

Quais teorias do jornalismo? uma análise de ementas da disciplina na graduação

A pesquisa que se apresenta propõe como questão central analisar quais saberes e conteúdos tem sido mobilizados nas disciplinas de Teorias do Jornalismo de 25 instituições do território nacional, através de uma análise da caráter documental das ementas, bibliografias e matrizes curriculares destas disciplinas. Neste sentido, interessa conhecer melhor a oferta das unidades curriculares que tratam de Teorias do Jornalismo, a fim de entender se a disciplina reflete o que é teoria do jornalismo e se ela está adequada ao que propõe a bibliografia. Para isso, recorre-se à Análise de Conteúdo sobre o os documentos selecionados. Como resultados, pôde-se aferir que há tendências de se valorizar estudos específicos sobre o Jornalismo por meio da oferta das disciplinas de Teorias de Jornalismo nos curso de graduação, e não apenas apresentá-los junto aos estudos teóricos da Comunicação, apesar da carga horária pouco representativa das disciplinas. Porém, 56% dos cursos não citam quais teorias são estudadas ou citam de forma genérica!

O cidadão lúcio flávio pinto vive sua ética de jornalista

A experiência é para ser desenvolvida com alunos de jornalismo. É um trabalho de leitura crítica das ações e da memória dos jornalistas Cláudio Abramo e Lúcio Flavio Pinto. Da obra do diretor de redações, editor e repórter Cláudio Abramo A Regra do Jogo: O Jornalismo e a Ética do Marceneiro ( São Paulo, Companhia das Letras, 1988) destacamos a afirmação: “A ética do jornalista é a ética do cidadão”. Perplexidade corporativista: como assim? O jornalista Lúcio Flávio Pinto, sociólogo, escritor, redator único do “Jornal Pessoal” (1988-2019) apoiado pelos leitores, sem publicidade, comprovou o que é isso.. Criou o jornal para veicular a reportagem sobre o assassinato do advogado Paulo Fonteles, assunto silenciado na grande imprensa. Continuou com o “Jornal Pessoal” ao descobrir censura e violência para notícias de interesse público. Foram 534 números do “Jornal Pessoal” de 1987 a 1913 arquivados em https://ufdc.ufl.edu/AA00005008/00001/1j

Jornalismo, comunicação e democracia: Configurações de uma pesquisa em movimento

O propósito deste Relato de Experiência é descrever sinteticamente o processo de constituição de um projeto de pesquisa de longa duração, assinalando os elementos que o antecederam, as etapas já desenvolvidas, o quadro atual e o cenário das perspectivas do estudo. O projeto, cadastrado na Pró-reitoria de Pesquisa da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), leva o título de “Jornalismo, comunicação e democracia: o espaço público em tempos de convergências midiáticas e na perspectiva do Estado Democrático de Direito”, atualmente em sua etapa III. Tem interesse em discutir o papel que o jornalismo exerce e/ou deveria exercer na promoção da sociabilidade a partir da qualidade do conteúdo informativo disponibilizado ao público. Considera que determinadas práticas da imprensa produzem distorção dos princípios jornalísticos, sendo razão relevante para o estado de crise que se instalou no campo.

A democracia e a cidadania nas teorizações do jornalismo: análise de livros da disciplina teorias do jornalismo dos cursos das UFS do centro-oeste

Este artigo, resultante de tese de doutorado, aborda a institucionalização da disciplina Teorias do Jornalismo nos currículos dos bacharelados em Jornalismo no Brasil, com a implantação das novas Diretrizes Curriculares Nacionais. Este estudo visa analisar os conceitos de democracia e de cidadania enquanto fundamentos das práticas jornalísticas e da legitimação do campo acadêmico, segundo uma inter-relação com as teorias do jornalismo. O objetivo é analisar como os livros em comum, indicados na bibliografia da disciplina Teorias do Jornalismo constante nos Projetos Pedagógicos dos Cursos de Jornalismo das Universidades Federais (UFs) do Centro-Oeste, abordam a democracia e a cidadania. Analisou-se cinco livros indicados na disciplina Teorias do Jornalismo. Os resultados apontam para uma abordagem tangencial sobre a democracia e a cidadania nos livros analisados, o que indica um tratamento superficial desses dois conceitos na literatura de referência sobre as teorias do jornalismo.

Antes longe era distante; hoje lá trás dos montes, den de casa, camará”: considerações a respeito das transformações resultantes da visibilidade mediada

Este artigo discute a relação entre comunicação e a globalização, analisando as transformações decorrentes desses dois fenômenos. O argumento central é que a globalização das comunicações – e suas evoluções tecnológicas – permitiu que a mídia desempenhasse um papel importante na promoção de debates públicos e, consequentemente, na busca de mudanças na sociedade, ao possibilitar maior visibilidade aos cidadãos. Para embasar essa discussão, utilizamos os conceitos de visibilidade e sociedade em rede propostos pelos pesquisadores Thompson e Castells, respectivamente. Por fim, entende-se que tal visibilidade trouxe ferramentas para que os cidadãos não só se informassem sobre assuntos variados mundo afora, como também fizessem uso das mídias comunicacionais para exercerem a cidadania, reivindicando seus direitos e buscando solucionar problemas no meio onde estão inseridos.