TERRA-E-TERRITÓRIO, JORNALISMO E BIOECONOMIA SIMBÓLICA POPULAR – O DIA E LUGAR, NOS CERRADOS, EM QUE A PESQUISA FOI EXIGIDA NA E PELA EXTENSÃO

Este texto tem uma pretensão imensa: falar de um singelo conceito de extensão, construído nos Cerrados centrais, que retoma a compreensão de que a comunicação – e o jornalismo que aí está implicado – é determinante na organização das sociedades desde que não esteja como esfera do capital neoliberal e, em consequência, o agronegócio. Dono, também, de forma direta ou indireta dos chamados meios que sustentam a falsa justeza de sua lógica de produção, que destrói os cerrados, e no seu veneno simbólico que tenta (nos) convence de que seus agrotóxicos são inofensivos. Da agricultura familiar, o caminho mais seguro, sustentável e coletivo, de superar as crises a que a humanidade foi empurrada, na atualidade. O projeto Terra e Território é a alma deste relato. E a terra é feminina.

PORTAL DA CIÊNCIA: 18 ANOS DE JORNALISMO CIENTÍFICO DIGITAL NA AMAZÔNIA

O Portal da Ciência é um projeto de extensão universitária criado em 2008. A iniciativa busca enfrentar a desigualdade informacional na Amazônia, ampliando o acesso público à produção científica. Seu objetivo é promover a comunicação pública da ciência produzida no Amazonas por meio do jornalismo científico digital. O projeto fortalece a relação dialógica entre universidade e sociedade, com foco no público externo. Em 2025, registrou média anual de 858 publicações e alcance mensal de 44,1 mil pessoas nas redes sociais. O conteúdo alcançou municípios como Manaus, Coari, Parintins, Humaitá, Benjamin Constant e Itacoatiara, além de público internacional. O impacto anual estimado ultrapassa 500 mil visualizações. A iniciativa integra a curricularização da extensão no curso de Jornalismo da UFAM. Também se articula com o projeto “Ciência na Prática”, financiado pela FAPEAM, e com o Grupo de Pesquisa em Comunicação, Cultura e Amazônia. O projeto contribui para os ODS 4, 10, 13 e 16, fortalecendo o acesso à informação científica e o desenvolvimento sustentável.

RÁDIO UNIVERSITÁRIO COMO ESPAÇO DE EXTENSÃO E FORMAÇÃO PROFISSIONAL: A EXPERIÊNCIA DA RÁDIO UFT FM NESTES DEZ ANOS

Este trabalho analisa a Rádio UFT FM, em seus dez anos, como espaço de extensão universitária e laboratório de formação profissional para estudantes de Jornalismo. Do ponto de vista da extensão, o trabalho se ancora na Política Nacional de Extensão Universitária e nos documentos do Fórum de Pró-Reitores de Extensão, que defendem a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão como princípio estruturante da formação superior. Entre os autores que dialogam com essa ideia estão Meditsch, Ferraretto, Prata, Peruzzo e Paiva. Metodologicamente, adota-se o estudo de caso, com análise documental de projetos e observação da prática de estágio e coleta de depoimentos de ex-estagiários que hoje atuam no mercado de trabalho. Os resultados preliminares indicam que a participação dos estudantes em atividades de estágio supervisionado, contribui para a formação prática e cidadã e ampliando as possibilidades de inserção profissional em diferentes contextos midiáticos.

QUANDO ESTUDANTES GANHAM VOZ: RÁDIO UNIVERSITÁRIO E EXTENSÃO NA FORMAÇÃO EM JORNALISMO ESPORTIVO

O projeto de extensão “Doutores da Bola”, vinculado ao curso de Jornalismo da Universidade Federal de Goiás (UFG), completou, no ano passado, 25 anos de existência, consolidando-se como uma das ações extensionistas mais duradouras e significativas da Faculdade de Informação e Comunicação (FIC). O presente relato analisa a trajetória do projeto, seus resultados e o processo pedagógico que transforma a prática radiofônica em instrumento de qualificação que integra a formação teórica e prática em jornalismo esportivo, em um ambiente que une o exercício profissional, a reflexão crítica e o compromisso social. A experiência demonstra como a articulação entre ensino, pesquisa e extensão potencializa o protagonismo discente e reforça o compromisso da universidade com a democratização da Comunicação.

EXERCÍCIO DE EXPOSIÇÃO COLETIVA VIRTUAL HANDS-ON: COMUNICAÇÃO PARA A SUSTENTABILIDADE

Este relato de experiência descreve a implementação de uma exposição coletiva virtual hands-on, integrando as disciplinas de Fotografia Básica e Comunicação para a Sustentabilidade da UFG. O projeto buscou dialogar com teorias de exposição e o tema das mudanças climáticas, focando na mediação lúdica e no engajamento do visitante. A metodologia envolveu a escolha de subtemas regionais relacionados à crise climática e a integração multimídia, com a criação de estações interativas na plataforma Genially, o meio de suporte digital do WordPress e a transmissão de uma inauguração via StreamYard e YouTube. A experiência enfatizou a interatividade como elemento central da curadoria educativa. Conclui-se que a abordagem hands-on, especialmente no ambiente virtual, democratiza o acesso à cultura e promove o aprendizado ativo, desenvolvendo competências críticas e criativas em estudantes de Jornalismo frente a desafios contemporâneos.

JORNALISMO AMBIENTAL COMO PRÁTICA EXTENSIONISTA UNIVERSITÁRIA NO MODELO DE AGÊNCIA DE NOTÍCIAS LOCAL/REGIONAL

Este artigo consiste em apresentar resultados da prática no jornalismo ambiental como atividade de extensão universitária, por meio do modelo de agência de notícias local/regional. Trata-se do serviço extensionista denominado Pauta Ambiental: Extensão em Jornalismo UEPG. A iniciativa se fundamenta nos pressupostos do jornalismo especializado, com foco na área ambiental com a finalidade de conscientizar estudantes tanto da necessidade, como da complexidade da área de atuação profissional, em tempos de emergências climáticas globais e regionais.

O CERRADO EM REDE: A INTEGRAÇÃO ENTRE ENSINO, PESQUISA, EXTENSÃO, PRODUÇÃO JORNALÍSTICA E IDENTIDADE NA GESTÃO DO INSTAGRAM E ENGAJAMENTO PÚBLICO CIENTÍFICO

Este relato apresenta o trabalho de gestão do perfil do Instagram da Rede Biota Cerrado (@redebiotacerrado), realizado por duas bolsistas do Programa de Desenvolvimento Tecnológico e Industrial (DTI-B) e do Programa de Iniciação Científica (PIBIC), ambas filiadas ao Projeto Associado “Engajamento Público com a Ciência” (PA5). O trabalho considera quatro fatores: ensino, pesquisa, extensão e uma identidade própria para a divulgação científica, no combate à desinformação ambiental e à crise climática. A produção de conteúdo contou com a participação de graduandos da Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília (FAC/UnB), que atuaram como bolsistas, extensionistas e alunos nas disciplinas “Jornalismo Ambiental” e “Introdução à Comunicação”. Os resultados das métricas das redes sociais de janeiro de 2025 a janeiro de 2026 demonstram um crescimento orgânico superior a 100%, o que valida os formatos, como o microlearning, e o papel do aluno como protagonista no dia a dia da divulgação científica. As atividades contaram com produções jornalísticas, como matérias, newsletters, criação de postagens, entre outras.

DO CAMPO PARA A WEB: O DESEMPENHO ORGÂNICO DO SITE INSTITUCIONAL DA REDE BIOTA CERRADO

Este relato de experiência descreve a gestão estratégica de conteúdo do portal da Rede Biota Cerrado (redebiotacerrado.org) entre abril de 2025 e fevereiro de 2026. Sob a perspectiva de um bolsista de Desenvolvimento Tecnológico e Industrial, o texto evidencia como a difusão do conhecimento científico em um site institucional tornou-se um laboratório prático para estudantes de graduação da Faculdade de Comunicação do Instituto de Ciências Biológicas da UnB. Os alunos atuaram como bolsistas de iniciação científica, mestrado e doutorado, participaram de atividades de extensão e de expedições, e produziram reportagens na disciplina de Jornalismo Ambiental. A análise do Google Search Console demonstra a consolidação institucional da marca, o aumento significativo da visibilidade orgânica e o ranqueamento competitivo de páginas explicativas, conectando o rigor acadêmico à sociedade na conservação da biodiversidade.

EXTENSÃO E LITERACIA MIDIÁTICA: UM DISPOSITIVO PARA OLHAR OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO E A JUVENTUDE

Este artigo discute o papel da extensão universitária no ensino na comunicação, considerando sua contribuição para a formação de profissionais socialmente engajados. A reflexão parte das experiências do projeto Polijovem, desenvolvido pelo grupo de pesquisa Sinestelas (UFJF). Fundamentado no conceito de Educação Libertadora de Paulo Freire (1967) e articulado à Literacia Midiática, o trabalho analisa como práticas de diálogo e escuta ativa entre universidade e escola podem estimular processos formativos críticos e colaborativos. Nesse contexto, observa-se que a interação favorece a construção de uma produção jornalística mais sensível às realidades sociais e às transformações do ecossistema comunicacional contemporâneo. Dessa forma, a prática extensionista torna-se um elemento central para compreender as dinâmicas dos nativos digitais e para repensar as práticas pedagógicas diante dos desafios da informação, da participação política e da cidadania no ambiente virtual.