Este trabalho analisa o impacto da desinformação na percepção social de doenças no ambiente digital. Fundamentado nos conceitos de “poder simbólico” (Thompson) e “aldeia global” (McLuhan), o estudo investiga como o excesso de informações e a desordem informacional moldam entendimentos públicos e reforçam estigmas históricos. Foi realizada uma revisão de literatura e análise empírica de postagens na rede social X (antigo Twitter), entre janeiro e março de 2026, utilizando termos como “hanseníase”, “lepra”, “HIV” e “Aids” na busca. Os resultados revelam a persistência de termos pejorativos, o uso de patologias como instrumento de ataque moral e político, e a disseminação de curas milagrosas sem base científica. Conclui-se que a desinformação prejudica o diagnóstico precoce e a adesão ao tratamento, evidenciando a urgência de estratégias de letramento científico e de comunicação pública que fortaleçam a confiança nas autoridades sanitárias e no SUS.