Este artigo discute o papel da extensão universitária no ensino na comunicação, considerando sua contribuição para a formação de profissionais socialmente engajados. A reflexão parte das experiências do projeto Polijovem, desenvolvido pelo grupo de pesquisa Sinestelas (UFJF). Fundamentado no conceito de Educação Libertadora de Paulo Freire (1967) e articulado à Literacia Midiática, o trabalho analisa como práticas de diálogo e escuta ativa entre universidade e escola podem estimular processos formativos críticos e colaborativos. Nesse contexto, observa-se que a interação favorece a construção de uma produção jornalística mais sensível às realidades sociais e às transformações do ecossistema comunicacional contemporâneo. Dessa forma, a prática extensionista torna-se um elemento central para compreender as dinâmicas dos nativos digitais e para repensar as práticas pedagógicas diante dos desafios da informação, da participação política e da cidadania no ambiente virtual.