A curricularização da extensão universitária nos cursos de graduação e pós-graduação em todo o Brasil abriu um universo de expectativas e motivações, por um lado, com preocupações, de outra parte, onde o ensino parecia, até então, seguir linhas próprias e sem muitas dúvidas em interagir com práticas de extensão e de pesquisa. Passados três anos do término do prazos (2022) para as instituições se adequarem, ainda não há um mapa do que se tem, efetivamente, em nível nacional, mas um problema se destaca no cenário: a falta de profissionais no ensino universitário, que parecia escondida na gestão do ensino, se tornou mais latente, frente aos desafios de criar e manter projetos com características extensionistas em diálogo e interação efetiva com a pesquisa e o ensino na graduação e pós-graduação. Em um formato ensaístico, o texto destaca alguns limites e desafios ao processo de integração dos três eixos do tripé que sustenta a Universidade Pública no Brasil há mais de 50 anos: ensino, pesquisa e extensão.