O artigo analisa o papel do estágio em Jornalismo na formação profissional, destacando o caráter pedagógico, a função como fonte de renda e os riscos de intensificação da precarização. Apresenta a as distintas fases no Brasil e examina os regulamentos das universidades públicas do Centro-Oeste, apontando convergências e lacunas. Com base em pesquisa realizada em 2025 com 116 estudantes, identificam-se início precoce nos estágios, predominância dos não obrigatórios e fragilidades na supervisão. Os relatos indicam desempenho de funções alheias ao jornalismo, ausência de acompanhamento docente, conflitos com a vida acadêmica, estágio remoto sem normatização e uso de recursos próprios. Evidenciam-se ainda desconhecimento da legislação e dificuldades para denunciar assédio. Conclui-se pela necessidade de revisar os regulamentos, aprimorar a supervisão e fortalecer a articulação entre universidades, empresas e sindicatos para a qualidade formativa do estágio.