O presente trabalho investiga como os portais de notícia moldam a percepção
pública sobre acidentes aéreos, analisando os casos da Voepass Linhas Aéreas (2024),
cujo voo partiu de Cascavel (PR) e caiu em Vinhedo (SP), e o da cantora Marília
Mendonça (2021), em Caratinga (MG). A pesquisa examina o papel dos meios digitais
na mediação da tragédia e na construção simbólica do sofrimento coletivo. Utiliza-se
análise de conteúdo (Bardin, 2016) e revisão bibliográfica, com base nas teorias de
agenda-setting (McCombs, 2004), framing (Entman, 1993), mediação simbólica
(Thompson, 1995) e função social do jornalismo (Traquina, 2005). A análise revela que
os portais priorizam a velocidade e a emoção em detrimento da contextualização, o que
influencia a construção do imaginário social das tragédias. Conclui-se que é necessário
aprimorar práticas jornalísticas éticas e responsáveis na cobertura digital de acidentes
aéreos.