O objetivo deste trabalho é fazer uma revisão bibliográfica sobre o papel do jornalismo
na cultura do estupro através do seu impacto nas relações de poder do cotidiano. Isso
porque os dados sobre violência de gênero demonstram que, mesmo com significativos
avanços legislativos, o número de crimes sexuais segue alarmante. A cultura do estupro,
principal motivo das violências, é calcada em instituições sociais que reforçam a
dominação masculina através de propagações discursivas. Para que haja a manutenção
desse cenário violento, diversas instituições, dentre elas a mídia, atuam na manutenção
de relações de poder em que a mulher é submissa. Entender os fatores que afetam esse
padrão é essencial para aprimorar os debates acerca da violência de gênero em nosso
cotidiano. As discussões fomentadas nesse estudo podem auxiliar a compreensão do
papel do jornalismo no combate à violência contra mulher, acrescentando novos pontos
de debate sobre o cenário da cultura do estupro.