O artigo analisa o jornalismo literário como prática ética, tendo como estudo de caso a obra Holocausto Brasileiro (ARBEX, 2013). A partir da crise de credibilidade do jornalismo contemporâneo, marcada por precarização das redações, polarização ideológica e disseminação de informações não verificadas, o trabalho evidencia como a ética e a deontologia orientam decisões conscientes sobre produção e difusão de notícias. A obra de Daniela Arbex demonstra como o jornalismo literário alia rigor investigativo, imersão, escuta ativa e detalhamento minucioso à sensibilidade narrativa, transformando testemunhos e documentos em denúncia social, resgatando a memória das vítimas e promovendo responsabilidade profissional. O estudo conclui que o jornalismo literário atua como estratégia ética e reflexiva, capaz de humanizar histórias, reconstruir a confiança pública e fortalecer a prática jornalística socialmente relevante.