O artigo procura analisar de que maneira portais de notícias constroem narrativas sobre a misoginia entre adolescentes e jovens adultos crescente nas redes sociais, identificando tendências de estigmatização, naturalização da violência e ausência de aprofundamento estrutural a partir de um mapeamento de notícias e reportagens. Foram analisadas vinte matérias, sendo dezesseis notícias, quatro reportagens e uma lista nos eixos: juventudes, violência de gênero e jornalismo. Identificamos que o jornalismo pode e deve atuar para além do canal de denúncia, mas como um instrumento de produção de conhecimento e de conscientização crítica no enfrentamento da violência de gênero.