Este relato de experiência revisita a cobertura jornalística de três produções realizadas a partir do cotidiano das aulas de Libras ministradas pela professora Silvia Lya na Universidade de São Paulo. A partir da posição de intérprete-aluno-repórter, o texto reflete sobre processos de produção, tradução e narração no pensar-fazer provenientes do Jornalismo que privilegia o endótico, infraordinário e evidente. Inspirado na ideia do cotidiano como espaço de diálogo e afeto, o relato tensiona os limites entre prática formativa e espetacularização midiática. Por fim, discute brevemente como projetos político-pedagógicos e grades curriculares dos cursos de Jornalismo da USP e Unesp incorporam — ou não — a acessibilidade informacional às pessoas com deficiência, em especial a auditiva, em seus processos formativos.