O presente artigo analisa aspectos constitutivos da Modernidade, como os impactos na percepção temporal, no consumo de mídia e na valorização do ritmo aceleratório. O trabalho investiga as diferenças entre a estética do slow cinema, também conhecida como cinema da lentidão, e as produções audiovisuais curtas difundidas em plataformas digitais como TikTok, Instagram Reels e YouTube Shorts. A partir de uma revisão bibliográfica no campo da Comunicação, discute-se como distintos regimes de temporalidade, aceleração e desaceleração, moldam a experiência estética e a atenção do espectador. Nesse contexto, examina-se de que forma a lógica algorítmica e a economia da atenção favorecem conteúdos rápidos, fragmentados e orientados ao engajamento imediato, interpretando a oposição entre rápido e lento como uma disputa simbólica entre duas formas de vivenciar o tempo na cultura contemporânea. Além disso, observa-se de que maneira a estética da lentidão pode funcionar como resistência cultural à aceleração estrutural das mídias digitais, propondo outras formas de relação entre imagem, tempo e experiência.