Esse relato de experiência descreve o processo do intercâmbio BraBo, oportunidade vivida por estudantes do curso de Jornalismo da Universidade Federal de Goiás (UFG), uma doutoranda da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e um indígena da etnia Terena. O objetivo foi estudar cinema independente, documental e de baixo custo na Escuela de Cine y Artes Audiovisuales (ECA) e o jornalismo cinematográfico. A metodologia compreendeu o deslocamento rodoviário de Goiânia (GO) até os interiores da Bolívia, trajeto importante para o processo de aclimatação, mas também fundamental para a troca de cultura e saberes. A superação de barreiras linguísticas e a construção de um jornalismo pautado pelo diálogo entre saberes diversos, incluindo a interação com línguas indígenas como o terena, quechua e aymara provoca a reflexão sobre como essa experiência reafirma o papel do projeto na integração latino-americana e na formação de comunicadores sensíveis às realidades fronteiriças.