Na era das redes sociais, a autonomia dos usuários sobre o conteúdo consumido é atravessada pelos
algoritmos de recomendação, que filtram e hierarquizam informações. Este estudo teórico, de caráter
bibliográfico, busca demonstrar que tais mecanismos são determinantes na formação de comunidades
virtuais, ao ampliar interações entre focos de conformidade e também ao delimitar a exposição à diversidade
de conteúdos. No campo teórico aqui adotado, as bolhas informacionais podem ser compreendidas como
comunidades virtuais, como proposto por Pierre Lévy (2010), agrupadas em torno de interesses
compartilhados e impactadas pela mediação algorítmica.