O artigo analisa como os perpetradores de feminicídio são representados em matérias jornalísticas publicadas pelos veículos digitais Correio Braziliense e Metrópoles. Utilizou-se a metodologia da semana construída para selecionar uma amostra representativa da rotina de produção jornalística, e aplicou-se a análise qualitativa de conteúdo para identificar padrões, estratégias discursivas e enquadramentos narrativos relacionados aos agressores. Os resultados revelam que os meios de comunicação, ao humanizarem, justificarem ou despersonalizarem os perpetradores, podem, por um lado, contribuir para a reprodução de normas patriarcais e, por outro, assumir uma postura crítica no enfrentamento da violência de gênero.