Este trabalho analisa os impactos da inteligência artificial (IA) nas rotinas produtivas de
jornalistas e assessores de imprensa em Goiânia (GO), com foco em desafios éticos,
produtividade e precarização do trabalho. A pesquisa, de caráter qualitativo e
exploratório, foi desenvolvida com base em entrevistas semiestruturadas com quatro
profissionais da área – dois atuantes em redações e dois em assessorias de imprensa. Os
resultados revelam que, embora o uso de ferramentas como ChatGPT e Gemini AI esteja
amplamente disseminado, ainda não há diretrizes éticas ou normativas que orientem sua
aplicação. A IA é percebida como instrumento de apoio, mas também como fator de risco
à credibilidade e à qualidade do Jornalismo. Conclui-se que a tecnologia amplia a
agilidade e a eficiência, mas demanda supervisão humana crítica e responsável para não
comprometer o valor informativo e a função social do jornalismo.